domingo, 1 de dezembro de 2013

Um dia qualquer, um homem qualquer, uma história qualquer...

Em uma manhã qualquer, um homem simples, de uma pequena cidade, levanta-se cedo sobe ao cume da serra mais alta, porém, menos íngreme do local. Cava, como um geômetra, quadrados, traça um sulco interligando-os como um mero retângulo. Mistura água e cimento e um bolo macio e visguento vai nascendo; ajunta-lhe, à massa, algumas pedras e enche os vazios com aquele caldo visguento; e mais pedras e ferro; mais cimento, pedras e ferro; alça ao chão a forma, aponta-a em riste ao céu... Rega a obra com seu suor...

Cinquenta anos depois, milhares regozijam-se com o que este homem, um dia qualquer, ergueu. Rendem-lhe homenagens, honrarias. O homem qualquer é dignitário agora; já velho, recorda aquela manhã qualquer enquanto vislumbra o obelisco que criou.

Joandre Oliveira Melo

 

2 comentários:

  1. Texto simples, inteligente e interessante. Gostei muito. Parabéns, Joandre!

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  2. Joandre,que o natal e o novo ano te presenteie com caminhos perfeitos, pedaços de céu, feixes de luz interior, traços de emoção e como prelúdio a magia da fé e da esperança para fazer morada na tua alma e trazer felicidade e eternas aspirações. Forte abraço Eloah

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