terça-feira, 9 de agosto de 2016

O som das Minas: Nas anotações de Malluh por José Roberto


O SOM DAS MINAS: NAS ANOTAÇÕES DE MALLUH – A MÚSICA INSTRUMENTAL MINEIRA É TEMA DO NOVO LIVRO DO ESCRITOR JOSÉ ROBERTO PEREIRA


 
O que acontecia no universo musical nos anos de 1980? Qual era o som das Minas Gerais nesse período? Como eram os bastidores de um grande show? Que caminhos a música instrumental mineira percorreu?  Por onde essa música reverberará?
Esses são apenas alguns dos assuntos abordados no livro O som das Minas: nas anotações de Malluh, do escritor José Roberto Pereira. Trata-se da nova obra do autor, conhecido por suas elogiadas publicações infantojuvenis (As Aventuras da Formiguinha Tonhonhõe, A Joaninha e a Margarida, O Craque/ck), sendo a primeira de não ficção.
Tendo como base o acervo particular da escritora, jornalista e produtora cultural Malluh Praxedes, o livro descortina o cenário musical dos anos de 1980, com destaque para a produção mineira, especialmente a instrumental. Grandes nomes da música são trazidos para perto do leitor, por meio das entrevistas realizadas pela jornalista e bem dispostas na obra pelo autor.
No livro, o leitor conhecerá um pouco mais da carreira de nomes como Marco Antônio Araújo, Celso Adolfo, Tadeu Franco, 14 Bis, Elomar, David Tygel (do grupo musical Boca Livre), Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Djavan, Fausto Nilo, Murilo Antunes, Túlio Mourão, Marco Antônio Guimarães (criador do Uakti), Eduardo Hazan, alguns dos entrevistados por Malluh em seus nove anos como colaboradora do jornal Estado de Minas.
Além de ter sido colaboradora do jornal, Malluh tem uma brilhante trajetória na área cultural: integrou por 21 anos a equipe do BDMG Cultural, contribuindo significativamente com a música mineira. Tem, ainda, uma sólida carreira na literatura, com 15 livros publicados. José Roberto Pereira soube tirar proveito de tudo isso, não se limitando a contar parte da história da música, o que, por si só, já seria rico.
O autor se volta também para o trabalho dos produtores, para projetos destinados à música mineira, como o Prêmio BDMG Instrumental e o prêmio Jovem Instrumentista BDMG, entre outros, que foram criados por Malluh e contaram com sua produção e coordenação e estão entre os principais prêmios do gênero no Brasil. Como não poderia deixar de ser, vida e obra da escritora e jornalista também são assuntos do livro. Tudo bem contextualizado e ancorado, ainda, em um consistente e bem cuidado trabalho de pesquisa.
Os feitos de Malluh são, assim, desvendados por José Roberto, e o leitor tem diante de seus olhos um panorama da música mineira no período abrangido pela obra e da extensão das valiosas contribuições de Malluh à área cultural. O livro é indicado tanto para quem está ou pretende entrar no campo da música como para todos que apreciam uma boa leitura e  as diversas ramificações das artes e seus profissionais.
Graduado em Letras, professor de artes, José Roberto mostra cada vez mais seu talento e versatilidade, com trabalhos consistentes na literatura, no teatro, no cinema e em outras linguagens artísticas. Com O som das Minas: nas anotações de Malluh, Pereira dá passos largos em sua carreira de escritor, apresentando um trabalho maduro, agradável, capaz de conquistar o leitor, seja ele leigo ou conhecedor dos assuntos tratados.
O livro é realizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Grupo Alterosa. O lançamento do livro acontecerá neste mês, com bate-papo com a presença de José Roberto Pereira e Malluh Praxedes.
Desejo aos meus amigos -- José Roberto e Malluh -- "(...) o brilho calmo dessa luz..." 14 bis.



Preço do Livro: R$ 20,00
Espaço Cultural Sílvio de Mattos
20 horas
Rua Antônio Corradi, nº 55, centro
 

terça-feira, 8 de março de 2016

Oito de março de 2016 - D I Mulheres

A postagem de hoje é uma homenagem às mulheres. Mulheres companheiras dos Homens na busca da compreensão de nossa existência. Um passo dado rumo ao desconhecido, elucidar aquilo que não conhecemos, formular hipóteses, testá-las e fundamentar uma teoria. Mulheres e Homens juntos, como deve ser, assim poderemos alcançar algo mais do que os Homens tentaram sozinhos.

O vídeo acima apresentado pela psicóloga e neurocientista May-Britt Moser, agraciada com o prêmio Nobel de fisiologia de 2014, sobre a descoberta de de um sistemas de posicionamento no cérebro de cobaias (ratos) em laboratório.

May-Britt e Edvard Moser mapeavam as conexões no hipocampo de ratos movendo-se em uma sala de laboratório quando descobriram um padrão de atividades em partes próximas em seus cérebros. Observaram que certo número de células eram ativadas quando os ratos passavam em posições hexagonais preestabelecidas. Às células nervosas os cientistas chamaram de "Grid cells" (Grade de células) que permitiam a localização precisa das marcas dos cientistas. Por essa descoberta May-Britt and Edvard Moser dividiram com John O'Keefe o Nobel de medicina no ano de 2014.

No vídeo May-Britt Moser explica o que acontece no cérebro de um rato quando ele explora os arredores. Para ver o vídeo clique aqui
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Tradução livre do texto disponível em: http://www.nobelprize.org/mediaplayer/index.php?id=2604&utm_source=RuleMailer&utm_medium=Email&utm_term=Moser%20clip%20%28text%29&utm_content=Subscriber%2364943&utm_campaign=2016%20March - 08.03.2016.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

She walks in beauty

George Gordon Byron (Lord Biron), 1788 - 1824


I.
She walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow'd to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.


II.
One shade the more, one ray the less,
Had half impaired the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.

III.
And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!
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Referências:
Disponível em 28.02.2016 18:00 https://en.wikipedia.org/wiki/She_Walks_in_Beauty

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Murmúrios de minha terra

Por Joandre Melo

Vozes enigmáticas do nosso passado fenecem a cada parede abatida,
Cada sobrado que desfalece diante à pá do trator.

A escrita do passado vai se tornando ilegível a cada linha encurtada,
Cada ângulo retorcido, distorcido, aplainado.

E a desdita de nossa história d’antes efervescente,
Cantada em joviais versos e refletida em seu traçado arquitetônico não passa, hoje, de rascunho em opúsculos amarelados.

Será sábio entregar-se ao canto das reluzentes auroras,

Sem compartilhar do recolhimento ao passado de nossa terra, ouvir o murmúrio dos seus espíritos no crepúsculo?

Acho mais sábio render-me a um momento de reflexão perambulando por nossas ruas estreitas,

Surpreendido por esquinas angulosas; perder-me completamente em nossos labirínticos mosaicos.

Refrescar-me em fontes solitárias fincadas no centro de praças bucólicas onde brota água clarinha de bocas felinas.

Sentir o afago gostoso que aquece nossos corações conterrâneos. Compartilhar da visão da velha igreja tombada do som retumbante dos foles.

Esses seriam dias perfeitos, harmoniosos...

domingo, 27 de dezembro de 2015

SILÊNCIO
Márcio Simeone
Academia de Letras de Pará de Minas
cadeira 18
Ninguém jamais tivera notícia de um silêncio tão perfeito quanto o que se ouvira naquela noite distante. 
A mansidão profunda era acalentada por um vento cuidadoso, que soprava apenas para o conforto dos seres, 
para dar algum movimento quase imperceptível ao mundo e para trazer de longe alguma esperança. 
Nada do burburinho incansável das cidades, da faina ruidosa dos vendilhões, dos estrondos belicosos dos guerreiros, das conferências doutorais dos sábios, das perorações duvidosas dos políticos, das prédicas imperativas dos sacerdotes, do alarido alucinado dos desvairados, da vozearia incessante do povo.
 Enfim, um ínfimo momento de pausa, alheio à cacofonia infindável dos humanos.
Eis o verdadeiro milagre. Por alguns instantes o verbo cessara, como se retornasse ao princípio dos princípios, restando apenas a pouca luz.
Tudo se calara, em calmo repouso, numa breve eternidade que, aos poucos, se dissolveria num renovado turbilhão.
Mas a memória desse fenômeno prodigioso perduraria desde então. 
O que se anunciara no silêncio era a lembrança daquilo que nasce em cada ser na quietude de sua alma.

Bom Natal e Feliz Ano Novo!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Festival de corrupção que assola o país

A presença do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara é um problema que não se limita aos veementes indícios de corrupção e às claras evidências de mendacidade que pesam contra ele.

As acusações reiteradas de que recebeu propina; a reincidência em práticas destinadas a intimidar adversários; a mentira flagrante em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), negando ter contas bancárias no exterior –esse conjunto probatório já seria suficiente para justificar a cassação de seu mandato.

Há muito mais, contudo. Sua permanência à frente da Câmara dos Deputados assume características nocivas para a ordem institucional do país, e não só porque sua rede de manipulações bloqueia as atividades do Conselho de Ética encarregado de julgá-lo.

Valendo-se de métodos inadmissíveis a alguém posicionado na linha de sucessão da Presidência da República, o peemedebista submeteu a questão do impeachment de Dilma Rousseff (PT) a um achaque em benefício próprio.

Seus expedientes infames conspurcam o processo em curso, que parece encarar como vendeta pessoal. Exacerbam-se com isso as paixões em um tema extremamente explosivo; alimenta-se a falsa versão de que tudo não passaria de lamentável confronto entre ele e Dilma Rousseff.

Já chega. O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez.
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Texto extraído da Folha de S.Paulo, 06 de dezembro de 2015, disponível em 13 de dezembro de 2015. Ver o texto original em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/12/1718475-ja-chega.shtml.

sábado, 17 de outubro de 2015

Ternura

Por Vinícius de Moraes(*)

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
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Moraes, Vinícius. Ternura. In.: Antologia Poética. São Paulo: Companhia das letras, 2009.p. 114.(*)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O RETRATO OVALADO

castelo no qual meu criado estava decidido a entrar à viva força, não consentindo que eu, ferido como estava, tivesse que passar a noite debaixo da chuvarada, era um grande edifício senhorial e melancólico que durante muitos e muitos séculos fora grito de guerra nos montes Apeninos. Segundo nos disseram, tinha sido abandonado temporariamente por seus donos. Acomodamo-nos numa das salas menores, que era também a mais modestamente mobiliada. Estava situada num torreão um tanto afastado do corpo principal do castelo; seus móveis, seus adornos, ricos e luxuosos, pareciam maltratados pela ação do tempo e apenas conservavam poucos vestígios do antigo esplendor. Sobre as paredes, caíam tapeçarias e troféus heráldicos, bem como grande quantidade de quadros modernos encerrados em molduras de ouro e madeiras finíssimas. Devido talvez ao delírio que me produzia a alta febre, senti crescer dentro de mim um grande amor por aqueles quadros que, como prodigioso e estranho museu, tinha diante dos olhos. Mandei o criado fechar as pesadas portas e as altas janelas, pois era noite cerrada, e acender o candelabro de sete braços que encontrara sobre a mesa. Descerrei em seguida os cortinados de cetim e veludo que rodeavam o dossel de minha cama. Queria, assim, se por acaso não chegasse a conciliar o sono, distrair-­me ao menos na contemplação dos quadros e na leitura de um livro de pergaminho que havia encontrado sobre a almofada, o qual parecia conter a descrição e a história de todas as obras de arte que se achavam encerradas naquele castelo. 

Passei quase toda a noite lendo. Naquele livro estava de fato a história dos quadros que me rodeavam. As horas transcorreram rapidamente e, sem que eu percebesse, chegou a meia ­noite. A luz do candelabro me feria os olhos e, sem que meu criado o notasse, coloquei-­o de tal modo que somente projetasse seus tênues raios sobre a superfície escrita do livro.

Mas aquela troca de luz produziu um efeito inesperado. Os fachos das numerosas velas projetaram-­se então sobre um quadro da alcova que uma das colunas do leito havia anteriormente envolto em sobra profunda. Era o retrato de uma jovem, já quase uma mulher. Dirigi ao quadro uma olhadela rápida e fechei os olhos. Não o compreendi bem a princípio. Mas, enquanto minhas pupilas permaneciam fechadas, analisei rapidamente a razão que me fizera cerrá­-las assim. Era um movimento involuntário, para ganhar tempo e para assegurar-me de que meus olhos não me haviam enganado, para acalmar e preparar meu espírito para uma contemplação mais serena. Ao cabo de alguns momentos, olhei de novo para o quadro, dessa vez fixa e penetrantemente. 

Já não podia duvidar, ainda que o quisesse, de que agora o via com muita clareza. O primeiro esplendor da chama do candelabro sobre a tela tinha dissipado a confusão de meus sentidos e me chamara à realidade.

O retrato era de uma jovem. Um busto; a cabeça e os ombros pintados nesse estilo que chamam, em linguagem técnica, estilo de "vinheta"; um tanto à maneira de Sully em suas cabeças prediletas. O seio, os braços e os cachos de cabelos radiantes fundiam-­se imperceptivelmente na sombra que servia de fundo ao conjunto. A moldura era oval, dourada e trabalhada ao gosto moderno. Como obra de arte, não se podia encontrar nada de mais admirável do que a pintura em si. Mas pode ser que não fosse nem a execução da obra nem a beleza daquele semblante juvenil o que me impressionou tão súbita e fortemente. Menos ainda devia acreditar que minha imaginação, saindo de um sonho, tivesse tomado aquela mulher por uma pessoa viva. Vi de imediato que os pormenores do desenho, do estilo e do aspecto da moldura não me permitiram tal ilusão, ainda que momentânea, dissipando de pronto semelhante encantamento. Fazendo essas reflexões, permaneci estendido uma hora inteira, com os olhos cravados no retrato. Tinha adivinhado que o "encantamento" da pintura era uma expressão vital, absolutamente adequada à própria vida, que primeiro me tinha feito estremecer e, por fim, me subjugara, aterrorizado. Com um terror profundo e insopitável, coloquei de novo o candelabro em sua primitiva posição. Tendo ocultado assim à minha vista a causa dessa profunda agitação, procurei ansiosamente o livro que continha a análise do quadro e sua história. Fui em busca do número que designava o retrato oval e li o seguinte relato:


"Era uma jovem de rara beleza e não menos amável do que alegre. Maldita foi a hora em que viu e amou o artista, casando-­se com ele! Ele, apaixonado, estudioso, amava, mais do que sua esposa, a sua Arte; ela, uma jovem de rara beleza e não menos amável do que alegre, nada mais do que luz e sorrisos, ágil como a lebre solta no campo, amando e acariciando todas as coisas, odiando apenas a Arte que era sua rival, não temendo mais do que a palheta e os pincéis. Foi uma coisa terrível para ela ouvir o pintor falar do desejo de pintar sua esposa. Mas ela era obediente, e sentou­-se com doçura durante longas semanas no sombrio e alto ateliê da torre, onde a luz penetrava por uma claraboia de cristal. Ele, porém, o pintor, punha seu destino e sua glória no retrato, que avançava em cores de hora para hora e de dia para dia. Era um homem apaixonado e estranho, que se perdia em sonhos, tanto que não queria ver que a luz que filtrava tão lugubremente naquela torre afastada extenuava a saúde e a alma de sua mulher, que enfraquecia visivelmente aos olhos de todo o mundo, exceto aos dele. Contudo, ela sorria sempre, sem se queixar, porque via que o pintor sentia um prazer doido e ardente em sua tarefa, e trabalhava noite e dia para pintar aquela que amava tanto, mas que se tornava cada dia mais abatida e mais débil. E, na verdade, os que contemplavam o retrato falavam em voz baixa da extrema semelhança do original como de uma prodigiosa maravilha e como de uma prova não menor do talento do pintor do que de seu profundo amor por aquela a quem pintava tão milagrosamente bem. Todavia, mais tarde, quando a tarefa se aproximava de seu fim, já ninguém podia visitar a torre: o pintor tinha enlouquecido com o ardor de seu trabalho e não tirava os olhos da tela senão para ver a fisionomia da mulher. E não queria ver que as cores que gravava na tela, ele as ia tirando das faces daquela que estava sentada à sua frente. E quando, decorridas muitas semanas, já faltava muito pouco trabalho — nada mais do que uma pincelada sobre os lábios e uma sombra sobre os olhos—, o espírito da mulher palpitou como a chama próxima de extinguir-­se palpita numa lâmpada; e então o pintor deu a pincelada sobre os lábios e a sombra sobre os olhos e, durante um momento, quedou em êxtase ante o trabalho realizado; um minuto depois, quando o olhava extasiado, um estremecimento de terror percorreu seu corpo, e ele começou a gritar com voz aguda e destemperada. 'É a vida, é a própria vida que aprisionei na tela!' E quando se voltou para contemplar a mulher, viu que ela estava morta."

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Referências

POE, Edgar Allan (1809-1849). O Retrato Ovalado. In.: Histórias extraordinárias. São Paulo: Companhia das letras, 2008. pp 254-6. Título Original: "The Oval portrait" 1842. 166º ano de sua morte.