Honestidade: tema na pauta de todos os tempos; em todas as épocas Honestidade, considerada uma virtude, é o ponto central da discussão em todos os níveis das sociedades constituídas.
Sócrates a considerava como uma princesa, filha da humildade senhora suprema de todas as virtudes; fonte de sua ira contra os sofistas. Platão narra o diálogo de Sócrates com um político ateniense que tinha por ética a labuta utilizar-se da política para beneficiar-se a si próprio e aos seus familiares e amigos próximos.
Protágoras, o sofista, não veria desta forma a honestidade; uma vez que coloca o homem como medida de todas as coisas.
O Senado Romano, em épocas de "ditadura", legislava sob a tutela absoluta e inquestionável do imperador.
Maquiavel -- tomado pelo ânimo, ao ver César Bórgia (Duque Valentino), filho do papa Alexandre VI, prosperar utilizando-se dos mais vis ardis contra seus inimigos --, escreve à casta política: "Seja bom, sempre que possível, não sendo possível seja cruel e pratique o mau, pois, nas coisas da política, o mau não é de todo ruim, mas como qualquer outro um meio de se chegar a um fim". Saibam todos os príncipes da Terra que é melhor ser temido a ser querido; porque, sabendo seus súditos, o peso do punho do príncipe, reconsiderarão ao conspirar contra ele. Saibam ainda, todos os príncipes do mundo que pilhar, usurpar, oprimir e enganar é nobre nesta casta e, acima de tudo, promove a acumulação, que Marx chamará de acumulação primitiva do capital.
Honestidade! como poderia sobreviver a tais golpes? certo dia li que vivemos o melhor de todos os regimes passados (coisa de positivista), mesmo com toda a desonestidade, pois, vivemos sob algo que seria o mais orgânico dos sistemas, suportamo-nos porque precisamos de alguém que "produza" algo que nos "atenda" ou que nos "atenda" para que "produzamos" algo. O sistema, em resumo, não nos quer, nem nós nos queremos mutuamente, mas queremos aquilo que o outro produz.