
Foi publicado na
Revista Science, em oito de abril de 2010, a descoberta de partes de dois fósseis de aproximadamente 1,9 milhões de anos, sendo: de uma criança de aproximada doze anos de idade; e de uma mulher de aproximadamente trinta anos de idade.
A descoberta é creditada ao Dr. Lee Berger, antropólogo da
Universidade de Witwatersrand de Johannesburg e seus colegas e colaboradores. O nome
sediba significa fonte em um dialeto Africano local.
Segundo o Dr. Berger, a criança e a mulher teriam caído em uma abertura causada por erosão em uma caverna subterrânea e morrido. Seus restos teriam sido preservados sob camadas de terra que se sobrepuseram sedimentando-os e conservando algumas partes de seus esqueletos.
A descoberta, para o Dr. Berger, significa a
"pedra de roseta" na definição anatômica do gênero
homo. Segundo informado no artigo, fósseis com idades entre 1,8 e 2,4 milhões de anos são escassos e deixam uma lacuna no entendimento de como ocorreu o diferenciamento entre a espécie
Australopithecus para a espécie
homo; o
homo erectus, por exemplo, considerado ancestral do
homo sapiens sapiens espécie a qual todos nós pertencemos hoje.
O Dr. Berger acredita que os fósseis encontrados e batizados como sendo da espécie Australopithecus sediba, representam o elo perdido na diferenciação dos Australopitecínios, dos quais acredita-se originaram a espécie homo. Os esqueletos pertenceriam a seres em adiantado processo de transformação anatômica para a espécie homo, porém, ainda não apresentando tais características como algo definido. Assim, são considerados, ainda, da espécie dos Australoptecínios.
A descoberta, no entanto, encontra resistência de outros colegas do Dr. Berger que afirmam não poderem, através da análise dos elementos apresentados, afirmar que trata-se de um espécime já em evolução para a espécie homo, da qual somos descendentes diretos.
Outra argumentação a favor dos antropólogos mais céticos em relação à descoberta é que, já foram encontrados fósseis de Homos com cerca de 2,3 milhões de idade, portanto, bem mais antigos do que a descoberta do Dr. Berger.
O Dr. berger rebate as críticas raciocinando sobre a não linearidade das mutações das espécies. No período em que a espécie homo estava começando a surgir, outras estavam se diferenciando, como os Austrolopithecus. Porém, por isolamento podemos ter algumas tribos de homo, por exemplo, mais ao norte da África e ao sul ainda teríamos o legítimo Australopithecus. Neste intervalo entre o Sul o Norte poderíamos ter Australopitecínios diferenciando-se para a nova espécie homo.
Realmente, não podemos afirmar que toda a população de Australopitecínios tenha evoluído ao mesmo tempo em toda África. Podemos até arriscar a dizer que, tais seres poderiam ter se espalhado mais, pelo mundo, do que onde hoje encontramos seus fósseis. Contudo, para iluminar mais a questão será necessário que se encontrem mais fósseis como o A. sediba e mais completos para que se possa formular uma teoria mais precisa sobre tais mutações.
Esta é uma interpretação livre do artigo científico publicado na
Revista Science, portanto passível de erros. Sugiro a leitura do artigo em:
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Referências:
Berger, L.R. et al. 2010. Australopithecus sediba: A new species of Homo-like Australopith from South Africa. Science, 328(April 9): 195-204.